terça-feira, 18 de junho de 2013

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Romeu, Julieta e a outra A goiabada jazia fria no pote da geladeira enquanto o queijo deitava derretido com a mortadela numa cama de pão de forma. Bárbara Sanco sites: http://www.artistasgauchos.com.br/veredas/?apid=0&tipo=2 http://www.slideshare.net/RafaelReinehr/oficina-de-minicontos http://minicontosperversos.blogspot.com.br/ https://www.facebook.com/minicontosdeterror UM MINI CONTO DE TERROR A cozinha estava toda revirada. Farinha de trigo derrubada na mesa e por todo o chão, fazendo contraste com as manchas vermelhas espalhadas pelo piso, em alguns pontos havia poças rubras. O cheiro era forte e nauseante. Potes e mais potes abertos e espalhados. Na parede tinha algumas manchas vermelhas respingadas e uma mancha com formato de uma mão ao lado de uma réstia de alho e no chão, duas cabeças caídas. Lúcia gritou desesperada, mas não havia ninguém na casa e o terror a dominou. Ao olhar ao lado viu sua luva de lavar louça toda respingada de vermelho e havia dedos cortados sobre a pia. Lucia perdeu o ar e sentiu que ia desmaiar. Mas se recompôs, sabia que não podia fraquejar naquele momento. Ao encostar-se à prateleira viu um frango cortado, metade no balcão e outra metade caída num banco. Ao lado uma coxa retalhada e um pescoço dilacerado. A mulher entrou em pânico. Jamais passaria pela sua cabeça que seu marido faria algo assim. Nisso ela ouviu um barulho na porta. Era ele entrando. Ela olhou furiosa para o esposo esperando uma explicação de como poderia ele, ao cozinhar, fazer tanta bagunça: Cabeça de alho no chão, cortar os dedos da sua luva, dilacerar o frango daquele jeito e ainda espalhar molho de tomate por toda a cozinha. Raquel Delvaje Por Ricardo Silvestrin – Porto Alegre (1963) – Retirado do livro Contos de Bolso II Ele tentou acordar, mas os braços não mexiam, as pernas também não. Os olhos não abriam. Quando acordou, era tarde demais. III De repente, no velório, olhando o caixão, ele descobriu que tinha um irmão gêmeo. negação da infância negada pela inexistência do vocábulo não acarreta crime violento Eis a manchete de um jornal sangrento: Restos de uma mãe são encontrados debaixo da pia de uma cozinha. Motivo: educadores alegam que não se pode dizer não às crianças. solidão conjunta Um olhar preso no teto, um olhar preso no chão. O que era um se divide no mesmo espaço entre muros de silêncio. "Ambos decidiram anunciar no jornal que trocavam uma cama de casal nova por duas de solteiro em qualquer estado. Motivo: mudança." *** "Sinal verde. O importado arranca, exibindo-se às jovens do lado. Balas espalham-se pelo chão. Um garoto calculara mal o tempo do semáforo." *** "Bar. Velho serve-se de cerveja. Dedo sujo dentro do copo toca a bebida. Risos. Não notaram os óculos escuros nem a bengala apoiada no balcão." http://www.blogolhada.com.br/post/di%C3%A1rios-e-blogs-pessoais/minicontos-para-o-fim-de-semana/PID54203 http://www.quemdisse.com.br/especial.asp?QDCOD=80CTMC054TURPS1C66SN Caso de seqüestro choca a Áustria . fonte: Zero Hora, 28/04/2008 . Há anos as vozes lhe acompanhavam. Varavam a noite gritos de crianças, gemidos, choros. Pedia ao marido que se mudassem; queria fugir dos pesadelos. Ele não aceitava e a chamava de louca. Sofria o abandono da filha, o descaso do marido e os gritos a atormentar-lhe nas madrugadas. .

2 comentários:

Contos e poesias de Raquel Delvaje disse...

Olá, fico feliz de postar um conto meu, adorei seu blog. Parabéns. Um grande beijo para você.
Raquel Delvaje

Contos e poesias de Raquel Delvaje disse...

Olá, fico feliz de postar um conto meu, adorei seu blog. Parabéns. Um grande beijo para você.
Raquel Delvaje

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