sábado, 21 de setembro de 2013

sites sobre fotos

http://www.dicasdefotografia.com.br/fotografia-noturna-como-fazer-fotos-do-ceu-estrelado

http://www.dicasdefotografia.com.br/o-guia-definitivo-da-fotografia-hdr

http://www.dicasdefotografia.com.br/como-fazer-fotos-nao-bregas-de-gestantes

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congelar a foto
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fundo embaçado
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quebra-cabeça fotos
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f q se move
http://br.noticias.yahoo.com/cinemagram-foto-se-move-171800252.html

no msn
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p telef
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c profissionais
http://mdemulher.abril.com.br/bem-estar/reportagem/viver-bem/passos-aprender-como-tirar-foto-como-profissional-750300.shtml?utm_source=redesabril_mdemulher&utm_medium=facebook&utm_campaign=redesabril_mdemulher

http://amorpelafotografia.com.br/2013/07/5-dicas-para-melhorar-as-suas-fotos/

http://amorpelafotografia.com.br/2013/11/tirar-fotos-ambientes-escuros-flash/

http://amorpelafotografia.com.br/2013/08/como-funciona-a-tecnologia-de-estabilizacao-de-imagens-em-fotografias/

http://revistaescola.abril.com.br/blogs/tecnologia-educacao/2013/11/26/transforme-suas-fotos-em-video-em-cinco-etapas/

http://www.cursofotografiaonline.com.br/

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DICAS de fotografia

1- Estabeleça um objetivo
primeiro passo para se tornar um bom fotógrafo é saber aonde você pretende chegar e como você pode conseguir isso. Você pode querer se tornar um profissional e ganhar dinheiro com isso ou pode querer apenas tirar fotos melhores para a sua satisfação pessoal.
Seja qual for a sua aspiração, o caminho é bem parecido. Não é por que você talvez não tenha a ambição de se tornar um profissional que aprender a fotografar vai ser mais fácil, a única diferença é quanto dinheiro você vai gastar e ganhar com isso. Portanto, para alcançar o seu objetivo final é preciso saber exatamente aonde você quer chegar e traçar planos para isso.
2- Conheça totalmente a sua câmera
Não importa se você usa uma compacta ou uma SLR profissional. Para se tornar um bom fotógrafo é preciso que você saiba tudo sobre o equipamento que você está usando para que, na hora de fotografar, você não perca tempo tentando descobrir o que cada parte da câmera faz. Isso inclui os botões, as funções internas e tudo o que a sua máquina fotográfica pode oferecer.
3- Aprenda técnicas fotográficas
Se você não tiver o domínio das técnicas fotográficas mais comuns é impossível evoluir e conseguir o seu próprio estilo. Mesmo com um equipamento simples é importante saber o que você pode fazer com ele.
4- Aprenda a editar as suas fotografias
A maior parte dos grandes fotógrafos usa editores de imagem como o Photoshop para deixar as suas fotos com uma aparência melhor. Você pode corrigir as cores, iluminação, textura e muito mais, deixando no final a fotografia com um ar bem mais profissional.
5- Desenvolva o seu olhar
Esse é uma das dicas mais importantes, no entanto ela é bastante subjetiva e pode ser difícil compreendê-la profundamente. Desenvolver um olhar fotográfico é saber ver as coisas ao seu redor e perceber o que pode vir a se tornar uma boa imagem. É, também, saber enxergar além do que se está acostumado, saber ver beleza nos lugares mais comuns.
Além disso, desenvolver o olhar é também treinar técnicas de enquadramento como a Regra dos Terçose o Retângulo de Ouro. Veja este artigo sobre como fotografar arquitetura para entender um pouco mais sobre o olhar do fotógrafo.
6- Estude a história da fotografia e conheça os principais fotógrafos
Esse passo é essencial. Não é por que você hoje utiliza um equipamento digital que não é preciso estudar a história para saber como a fotografia evoluiu até ser a arte que é hoje. Isso é muito importante e saber conceitos históricos pode ajudar a entender melhor o que, de fato, é a fotografia. Essa é uma das maiores diferenças entre fotógrafos técnicos e aqueles que entendem o que estão fazendo.
Importante também conhecer o trabalho dos importantes fotógrafos do passado e do presente. Nomes como Cartier-Bresson, Sebastião Salgado, Linda McCartney, Irina Werning e muitos outros são quase obrigatórios para quem quer aprender a fotografar. Conheça as fotografias e projetos fotográficos desses e de muitos outros profissionais para saber qual estilo combina mais com o seu.
7- Entre – ou funde – um grupo de fotografia
Se você mora em uma grande cidade é muito possível que exista um desses grupos de fotógrafos que compartilham experiências. Se você não souber de nenhum, pode criar o seu, tudo o que você precisa é de algumas pessoas dispostas, alguém mais experiente e tempo livre. Trocar conhecimento e ver o trabalho de outras pessoas pode ajudar bastante!
8- Tenha um parceiro de fotografia
Treinar sozinho é possível, porém se você tiver um parceiro nessa empreitada tudo se torna mais fácil. Escolha um amigo para sair fotografar com você, é mais seguro e agradável, além de que o incentivo de outra pessoa pode fazer com que você não desista do seu objetivo tão facilmente.
9- Encontre alguém mais experiente para ajudar
Por melhor que seja o aprendizado sozinho, a ajuda de um mentor que entenda mais do assunto é essencial também. Não é preciso ter aulas regulares, mas é importante ter alguém bem mais experiente para quem recorrer em caso de dúvidas. Além disso, é essencial ter alguém para analisar as suas fotos e passar uma opinião sincera sobre o seu trabalho.
10- Frequente o máximo de eventos sobre o assunto
Essa dica vale principalmente para quem quer se tornar um profissional. Saber o que a indústria fotográfica está preparando é vital para saber como se programar para acompanhar esse desenvolvimento tecnológico. Visite o maior número de eventos ligados à fotografia que você puder, como feiras, convenções, conferências e palestras.
11- Visite museus e galerias
Isso é muito importante: se você quer um dia estar entre as exposições de uma galeria é preciso conhecer esses espaços para saber qual é o tipo de trabalho que mais aparece por lá. Ver as tendências e técnicas usadas é muito válido. Não para que você copie o trabalho daqueles fotógrafos, mas para que você tenha novas ideias para as suas fotos. Se a sua cidade não possui esses espaços, use a internet e fique por dentro!
12- Tenha um site
Não basta ver os outros, é preciso ser visto também. Mesmo que você queira se tornar um fotógrafo amador “especialista”, ainda assim é preciso ser visto pelos outros. O mais recomendado é que você crie o seu próprio site pessoal, mas, se isso não é possível, mostre o seu portfólio em locais como o Flickr ou outros sites parecidos.
13- Saiba usar a internet a seu favor
Esqueça a pesquisa de imagens do Google: para conhecer as tendências fotográficas e ver fotografias que realmente valem a pena é preciso saber usar a internet mais a fundo.  Além disso, use a internet como fonte para pesquisar os sites pessoais dos seus fotógrafos favoritos.
14- Participe de concursos
Ainda no objetivo de ser visto, participar de concursos é uma forma de colocar o seu trabalho para ser testado. Existem eventos como esses para todos os níveis, desde os mais amadores até aos mais profissionais, portanto veja em qual deles você se encaixa e inscreva-se!
15- Reserve tempo para fotografar
Se você quer progredir como um fotógrafo está na hora de priorizar isso. Separe um tempo semanal (ou, se você puder, diário) para mexer com a sua câmera e fotografar. Você pode sair de casa ou não, mas é importante treinar as técnicas aprendidas recentemente para não perder a prática. Assim como um escritor precisa escrever e um pintor precisa pintar, um fotógrafo de verdade precisa exercitar a sua arte sempre!
16- Tenha prazer naquilo que você faz
O último passo é, quem sabe, um dos mais importantes. Se você fotografa por paixão e tem prazer no que você faz, o resultado tende a ser muito melhor do que se você fizer isso de uma maneira forçada. A fotografia precisa revelar um pouco da alma do fotógrafo e só é possível que isso aconteça se você se doar completamente enquanto estiver com a câmera.
Via Tecmundo
Como tirar fotos de silhuetas

A fotografia, muitas vezes, deve deixar de mostrar apenas o que nós já vemos todos os dias com os olhos, para nos apresentar numa visão exclusiva do que a lente pode enxergar. É o caso da fotografia de silhuetas, que pode ir muito além do que nós conseguimos ver normalmente, mostrando um mundo de formas e contornos, cheio de mistério e diferentes emoções.
Ao fotografar a silhueta de um objeto (ou pessoa), quase não existem cores, nem texturas, e há pouca noção de profundidade. Tudo que o fotógrafo precisa, além da câmera, é de um contorno bem definido (uma forma bem conhecida ou inusitada), muita luz e um software de edição para pequenos ajustes de exposição e contraste.
Entendendo o poder das formas
Quer aprender a fotografar contornos? Primeiro, é preciso entender corretamente o que esse tipo de imagem pode representar. Uma fotografia assim é muito mais artística do que de registro. Isto é, você fotografa uma silhueta para passar mais sentimento, do que informação concreta, já que ela não irá mostrar muito do objeto fotografado.
Silhuetas podem trazer mistério, já que não se sabe quem, ou o que, está sendo fotografado. Elas podem também indicar drama, tristeza, felicidade, e muitos outros sentimentos, dependendo da intenção e do enquadramento. Esse tipo de recurso “força” um ponto de vista, quase não dando margem para outras distrações do ambiente, e por isso pode ser uma boa alternativa para criar um clima mais íntimo, pessoal.
Pegue a sua câmera! Agora você já sabe um pouco mais sobre o que a fotografia de silhuetas pode passar, então é hora de aprender a registrar esse tipo de imagem. Não existem muitos segredos, mas alguns truques simples deixam tudo muito mais fácil, para que você não precise passar horas tentando até conseguir um bom resultado.
Escolha um objeto com formas definidas
Não adianta fotografar uma silhueta confusa, é preciso escolher um objeto com o contorno bem marcado e reconhecível. Não é preciso que as pessoas saibam exatamente o que é aquilo, mas que elas entendam a ideia que você quer passar.
Por exemplo, a imagem a seguir, tirada utilizando um celular, pode conter bastante mistério sobre o objeto fotografado e as circunstâncias do momento do disparo, porém a ideia de suspense é passada, e é isso o que realmente importa. Lembre-se, você precisa passar mais sentimentos do que informações concretas.
Nem tudo pode ser “reduzido” a uma silhueta, então faça muitos testes para saber o que pode ser fotografado ou não. Tente enxergar mais os contornos externos dos objetos, e menos os detalhes internos.
Ajuste as luzes
Dois fatores entram neste tópico: o flash e a iluminação. É muito importante que você entenda o princípio das fotos de silhuetas, para saber adaptar isso para praticamente qualquer situação, com luzes naturais e artificiais.
Única regra: desligue o flash! Existem poucas regras na fotografia, já que cada pessoa deve ser livre para criar da maneira que achar melhor, porém se você quer conseguir uma foto de um contorno, precisa abrir mão do uso do flash. Isso por que, neste caso, todo o conceito de iluminação está invertido, literalmente.
Enquanto na fotografia tradicional, a iluminação é frontal, toda a luz em uma foto de um contorno precisa vir do fundo. Você já deve ter passado por algo semelhante: Vai tirar foto de alguém, e o fundo fica claro, e a pessoa, escura. Nesses casos, você inverte as posições, e a luz passa a iluminar a pessoa.
Isso acontece, pois a máquina não consegue compensar iluminação como os nossos olhos o fazem. Quando nós olhamos algo em contraluz, na maior parte dos casos conseguimos lidar relativamente bem com isso, e enxergar o objeto corretamente.
Já a câmera, não consegue isso. Quando ela “lê” uma enorme quantidade de luz vinda da parte de trás do objeto, ela é incapaz de compensar a iluminação, para diminuir o brilho de uma região e aumentar da outra. Deste modo, para criar uma silhueta, basta iluminar o objeto de trás para frente!
A fonte de iluminação pode variar: uma janela aberta, uma parede iluminada, o pôr do sol etc… O truque é que você esteja em um local menos iluminado, e a pessoa (ou objeto), sendo iluminada de trás para frente.
Posicione o objeto
Assim como é importante escolher um objeto com um contorno bem definido, é igualmente importante sabe posicioná-lo corretamente, decidir o melhor ângulo, para valorizar a sua forma. Por exemplo, se você for fotografar o rosto de uma pessoa, é interessante registrá-la de perfil, já que, desta forma, detalhes como os olhos e a boca são visíveis.
É importante também que as formas não fiquem “coladas” e se tornem um amontoado de contornos sem sentido. Por exemplo, para fotografar casais, procure não aproximar os pombinhos, pois as suas formas se confundiriam. Neste caso, a imagem deles de mãos dadas – ou de um beijo de perfil – funciona muito melhor!
Na fotografia de silhuetas praticamente não existe profundidade de campo e quase tudo o que aparecer na foto vai dar a impressão de estar à mesma distância do fotógrafo. Deste modo, a dica é sempre deixar os objetos – ou pessoas – separados entre si, para que suas formas não se confundam.
Controle a câmera
É possível fotografar silhuetas usando tanto o modo manual da câmera quando o automático, a escolha é toda do fotógrafo e os ajustes são bem simples. Primeiramente, escolha um ISO baixo, já que você não precisa deixar a sua foto clara demais, e valores altos de ISO podem comprometer a qualidade do disparo. Não deixe de pensar também do foco. Se você quer o contorno do objeto bem marcado, não esqueça de focá-lo!
Modo manual
Usando o modo manual da câmera, você precisa pensar em dois fatores, além do ISO: velocidade e abertura. Ajuste um valor médio para o obturador, dependendo da quantidade de luz que está disponível. Valores muito altos (obturador mais fechado) vão deixar tudo muito escuro, e valores baixos demais deixam a fotografia superexposta (branco estourado).
A velocidade de disparo é um fator decisivo, e você pode ajustá-la sempre um pouco mais rápida do que o seu fotômetro pede, pois vai ser suficiente para capturar as partes claras e deixar a sombra bem marcada. Se sua câmera possui ajuste de compensação de exposição, você pode escolher um valor abaixo de zero (aproximadamente -2, dependendo do caso) para ajudar a compor as sombras.
Modo automático
O “problema” de fotografar no modo automático é que as câmeras mais novas possuem sistemas de compensação de iluminação muito melhores do que antigamente. Isso é ótimo, mas nesse momento o que você precisa é de um contraste. Como conseguir isso? Simples, basta enganar a câmera!
Assim como o foco, a medição de luz acontece quando o obturador é disparador pela metade. Para enganar a câmera, aponte a lente para a parte mais clara e aperte o disparador até que a fotometria seja realizada. Sem tirar o dedo do botão, volte a lente para o enquadramento original e finalize o registro!
Faça ajustes posteriores
Não é pecado nenhum editar a sua fotografia no Photoshop, ou outro editor de imagens que você utilize. Na verdade, a maior parte dos fotógrafos faz isso, para deixar a foto com aquele ar de imagem de revista.
Se a sua foto ficou ótima, mas a sombra não ficou escura o suficiente, existe salvação! Vá até os controles de exposição e iluminação do seu editor e aumente um pouco (não exagere!) o contraste. Se você souber mexer com níveis, pode controlar melhor os tons claros e escuros, para destacar ainda mais os contornos.
Não tenha medo de inovar

imagem: Gabe Lopez)

Pode parecer que a fotografia de silhuetas é muito limitada, mas isso não é verdade. Nós ensinamos aqui apenas os princípios básicos, os quais você pode usar para inovar e criar imagens únicas e criativas. Utilize, por exemplo, tecidos entre o objeto e o fotógrafo, para criar um visual diferente e misterioso. Você pode desfocar os objetos, utilizar luzes coloridas etc… Não tenha medo de criar!



Prefácio à publicação de 2013
Publiquei este manual pela primeira vez em março de 2009, quando o blog Dicas de Fotografia
estava ainda no seu primeiro ano de vida. Nunca imaginei que milhões de pessoas leriam esta
pequena apostila e que mesmo depois de 4 anos ela seria acessada por milhares de pessoas
diariamente.
Por este motivo, resolvi revisar e reescrever o conteúdo para que novos amantes da fotografia
continuem tendo uma leitura fácil neste momento de aprendizado.
Claudia Regina • Rio, janeiro de 2013

Introdução
Ninguém aprende a fotografar em apenas sete lições. Isso pode parecer contraditório com o título desta apostila,
mas, na internet, é difícil criar um título que seja interessante e também 100% preciso.
A verdade é que é muito comum, ao começar a gostar um pouco mais de fotografia, confundir a parte técnica com a
artística. Então, para deixar claro: nesta apostila, ensino a parte técnica. Como funcionam as principais ferramentas
usadas por nós fotógrafos para alcançar o resultado que buscamos?
Gosto de fazer uma comparação entre a fotografia e a música. Se você gostaria de ser um grande pianista é preciso
aprender quais são as notas musicais e como reproduzi-las tocando as teclas do instrumento.
Mas saber de notas e teclas não faz de ninguém um bom pianista. Depois de aprender tudo isso é que começa o
desafio: quais músicas você vai criar e tocar? De onde virá a sua inspiração? Qual será o papel da sua música no
mundo?
Com a fotografia é a mesma coisa: é preciso sim saber como funciona nosso intrumento – a câmera – mas conhecer
os botões e funções é só o começo.
Neste texto, vou te ensinar as notas musicais: como fotografar? Mas depois de 15 minutos lendo esta apostila
espero que você também se dedique aos aprendizados mais importantes: o que e por que fotografar?

O que você ê precisa para acompanhar
Para acompanhar e praticar esta apostila você precisa de uma câmera com controles manuais de exposição (a
função “M”.) Câmeras automáticas não permitem que você mexa nas configurações citadas.
Também é importante ter o manual da sua câmera em mãos, para descobrir onde encontrar cada uma das funções
usadas. As nomenclaturas normalmente são as mesmas, mas as formas de configurar essas funções mudam
dependendo do fabricante e do modelo do equipamento.
Esta apostila é básica e feita para quem nunca teve contato com as técnicas fotográficas. Por isso, caso seja um
leitor intermediário ou avançado, leve em consideração que os assuntos foram simplificados para um melhor
entendimento inicial.
Índice
1. O que é exposição
2. Abertura do diafragma
3. Tempo de exposição
4. ISO
5. Balanço de branco
6. Foco e profundidade de campo
7. Distância focal

1. O que é exposição
1a. Foto superexposta
1b. Foto subexposta
1c. Foto balanceada

a exposição é a forma como controlamos a luz que forma uma fotografia.
Conseguimos ver o mundo porque tudo
reflete luz - isso já aprendemos lá no ensino
fundamental. Cada objeto reflete a luz
de um jeito e é assim que conseguimos
ver diferentes formatos e cores. Nosso
olho e a câmera trabalham de forma
parecida: absorvendo o espectro de cores
e luminosidade de tudo que está a nossa
volta! A cor preta, por exemplo, absorve toda
a luz, enquanto a cor branca reflete toda a
luz. É graças a esse princípio que a fotografia
existe.
Toda vez que vamos fotografar, a luz passa
pela lente e chega ao sensor da câmera.
Cada pedacinho de luz contém um pouco de
informação: é a luz refletida dos objetos que
está indo até o nosso olho e, também, até a
nossa câmera, para se transformar na imagem
que está a nossa frente.
Para nossa câmera criar as imagens estáticas
que chamamos de “fotografias”, uma certa
quantidade de luz deve passar pelas lentes
por um tempinho para que possamos
reproduzir aquele instante.
Não podemos deixar passar luz demais ou
nossa foto ficará superexposta (1a).
Ou seja: ela ficará muito clara!
Não podemos deixar passar luz de menos
ou nossa foto ficará subexposta (1b).
Ou seja: ela ficará muito escura!
Aposto que você já lidou com situações em
que as fotos ficaram muito claras ou muito
escuras, certo?
Às vezes, usamos isso de propósito. Mas a
princípio buscamos fotos com uma exposição
balanceada (1c)


Como expor corretamente Modos de medição
A câmera possui um mecanismo feito para
nos ajudar a chegar na exposição correta:
é o fotômetro. Ao olhar para o visor da
sua câmera, você verá uma pequena régua
parecida com esta:
O pequeno retângulo/ponteiro embaixo da
régua mostra o que a sua câmera acha da
exposição atual. Quando ele está exatamente
no meio, como na imagem acima, quer dizer
que sua câmera considera que a exposição
está equilibrada. Se vai para a esquerda, ela
considera que a foto está subexposta, e para
a direita, superexposta.
Sua câmera usa o fotômetro para medir uma
cena de várias formas diferentes. Os modos
de medição permitem que você escolha o
jeito mais adequado e assim trabalhe com o
fotômetro de forma avançada.
Duas formas famosas de medição são a
pontual e a matricial.
Na pontual, sua câmera só mede o que está
no centro do quadro. Isso pode ser útil caso
exista uma diferença grande de luminosidade
na cena e você queira medir somente uma
parte dela (como um retrato onde a pessoa
está na sombra mas o fundo está sob o sol.)
Na matricial, ela mede tudo o que está no
quadro. Este modo é útil para momentos de
luminosidade bem distribuída na cena, como
em uma foto de paisagem.
Ou seja: ao apontar para uma cena, você
vai mexer nas configurações da sua câmera
para que o ponteiro fique centralizado,
controlando a quantidade de luz que vai
entrar pela lente.
Quando o ponteiro está à direita, a sua
câmera está dizendo que há muita luz!
O resultado será uma foto superexposta.
Quando o ponteiro está à esquerda, a
sua câmera está dizendo que não há luz
suficiente!
O resultado será uma foto subexposta.
Para controlar essa luz, você vai usar três
configurações: a abertura, o tempo de
exposição e o ISO. Veremos o que elas
significam nas próximas páginas.

2. Abertura do diafragma
o diafragma é a pupila da lente. ele pode ser mais aberto ou mais fechado para controlar a entrada da luz.
A primeira configuração que vamos conhecer
para controlar a quantidade de luz que entra
na nossa câmera (ou seja: para controlar a
exposição) é a abertura do diafragma.
O diafragma fica na sua lente e se parece
com isso:
Por este buraquinho é que a luz vai passar
na hora da foto. E a configuração é simples:
quanto maior ele ficar, mais luz entra. Quanto
menor ele ficar, menos luz entra. Ele funciona
como a pupila do nosso olho: fica maior para
absorver mais luz quando necessário.
A abertura do diafragma é medida em um
valor chamado “f”. Quanto menor o valor f,
mais aberto estará o diafragma (isso pode
confundir um pouco a princípio.)
A abertura f/2.8, então, deixa entrar mais luz
do que a abertura f/11.
Como configurar a abertura? Lentes e abertura
O valor f é um padrão. Quer dizer que a
abertura f/2.8 é exatamente igual em todas
as lentes e permite exatamente a entrada da
mesma quantidade de luz.
Mas cada modelo de lente tem aberturas
máximas e mínimas diferentes. Como valores
f mais baixos (como f/1.8 e f/2.8) permitem
maior entrada de luz, lentes que possuem
essa abertura máxima costumam ser as mais
caras. A abertura mínima normalmente fica
entre f/11 e f/22 e por isso não é nem citada
no nome dos modelos.
Você vai ver esses valores na descrição das
lentes. Por exemplo: uma 50mm f/1.8 tem a
abertura máxima de 1.8.

3. Tempo de exposição
é o tempo que o diafragma da lente fica aberto, expondo o sensor à luz. também é chamado de velocidade.
O tempo de exposição é super simples de
entender: quando mais tempo você deixar o
diafragma aberto, mais luz vai entrar e expor o
sensor. Se você deixa menos tempo, menos luz
entra.
Como o tempo de exposição normalmente se
mede em frações de segundo, a maioria das
câmeras mostra somente a parte de baixo da
fração.
Ou seja: se estou deixando meu sensor ser
exposto à luz durante 1/100 de segundo,
a minha câmera vai mostrar somente o
número“100”.
Quando passamos a lidar com exposições mais
longas, de 1 segundo ou mais, a câmera mostra
com uma apóstrofe: 1’ é um segundo.
Além de definir quanta luz entra, o
tempo de exposição também cria efeitos.
Ao fazer uma exposição bem rápida,
é possível congelar o momento que
está a nossa frente (3a).
Ao fazer uma exposição mais longa,
tudo que se move irá ficar embaçado.
Você pode usar isso ao seu favor para
dar uma sensação de movimento (3b).
Ao lado, você pode ver a diferença
entre duas fotos do mesmo assunto,
somente usando um tempo de exposição
diferente.

4. ISO
é a sensibilidade do sensor. quanto maior o valor ISO mais sensível está o sensor e mais luz será absorvida.
Aumentar a sensibilidade do sensor pode
parecer a solução milagrosa para a exposição
de qualquer foto, certo? Mas infelizmente
aumentar o ISO tem uma consequência:
a qualidade e a nitidez da foto diminuem.
Quanto mais alto o valor ISO, mais ruído
(aberrações em forma de grão) irão aparecer
na foto final.
Veja ao lado um exemplo de ruído em uma
foto com ISO 100 (4a) e com ISO 3200 (4b).
Por isso, é preciso saber equilibrar esses
três itens com cuidado para conseguir uma
exposição adequada e a qualidade que você
busca.
Veremos uma junção de todos esses fatores
na conclusão da apostila.
O sensor sempre precisa de uma quantidade
de luz ideal para formar uma foto.
Controlamos essa luz pela abertura e pelo
tempo de exposição. Mas se a configuração
desses dois itens não for suficiente para a
luz necessária, podemos forçar o sensor a
trabalhar com menos luz do que ele gostaria,
aumentando a sua sensibilidade.
Quanto maior o ISO, mais sensível será o
sensor. Quando temos uma situação de
bastante luz, deixamos o ISO mais baixo
para que a foto não fique superexposta.
Quanto temos pouca luz, deixamos o
ISO mais alto para que a foto não fique
subexposta.
Os valores ISO variam muito de câmera para
câmera. Você vai encontrar valores de 80 a
3200 e até maiores (também chamados de
alta sensibilidade).
As consequências do ISO 4a
4b.

5. Balanço de braanco
ajustando o balanço de branco adequamos a cor da foto à cor da realidade, dependendo da luz disponível.
Lembra que no começo contei que a luz
bate em tudo que está por aí e reflete nos
nossos olhos e na câmera? O balanço de
branco existe porque existem vários tipos de
luz e, dependendo da luz que bate na nossa
cena, as cores podem ficar diferentes. Isso
acontece porque cada tipo de luz tem uma
temperatura diferente.
Vamos por partes: às vezes, fotografamos
com a luz do sol. Às vezes, fotografamos
com uma luz artificial como o flash ou uma
lâmpada. Nosso olho é muito esperto, então
conseguimos ver as cores corretamente em
qualquer situação! Mas as câmeras nem
sempre são tão espertas, por isso precisamos
contar para ela qual luz estamos usando para
que interprete da forma correta. Assim, o
vermelho vai continuar vermelho, o azul vai
continuar azul e – como não poderia deixar
de ser – o branco continuará branco.
A diferença entre uma luz e outra se chama
temperatura de cor e é medida normalmente
em Kelvins.
Todo mundo já tirou uma foto iluminada por
lâmpada incandescente que ficou amarelada,
não é? Isso acontece porque a câmera não
estava preparada para a temperatura de cor
desta fonte de luz.
Procure no seu manual a forma de mudar
o balanço de branco na sua câmera:
normalmente você encontra todas as
opções que precisa como luz do sol, sombra,
tungstênio, luz de flash e outros.
É possível mudar a temperatura
manualmente, mas você pode começar vendo
a diferença das opções pré-definidas.

6. Foco e profundidade de campo
definem a nitidez da foto: onde fica a nitidez (foco)? quantas partes da foto ficarão nítidas (profundidade de campo)?
Foco
Quando tiramos uma foto, geralmente
queremos que nosso assunto principal esteja
nítido e visível. Para isso, fazemos o foco nele.
É possível fazer o foco de forma manual ou
automática. No modo manual, você gira o
anel de foco da lente até que a parte que
deseja esteja nítida. No modo automático,
você aponta para o assunto, aperta o botão
disparador até a metade para que a câmera
faça o foco, e depois pressiona até o final para
bater a foto. Procure no manual da sua câmera
todas as possibilidades de controle de foco
que ela permite.
Ao lado, o exemplo de uma foto focada (6a) e
de uma foto fora de foco (6b). 6a. Foto focada 6b. Foto fora de foco Profundide.

Profundidade de campo
A profundidade de campo define o quanto
os objetos “próximos” do foco principal da
foto estarão focados também.
Ela é chamada carinhosamente de DOF
(vem de “depth of field”, ou “profundidade
de campo” em inglês.)
Um DOF maior significa que mais coisas
atrás e à frente do seu foco principal
também ficarão definidas.
Um DOF menor significa que tudo que
estiver atrás ou à frente do seu foco
principal ficará com menor definição.
Na comparação ao lado, você vê
a diferença entre duas fotos com
profundidades de campo diferentes. O
foco foi feito no tamborzinho nas duas
imagens

Como controlar a profundidade de campo?
Dois fatores principais influenciam na
profundidade de campo:
Abertura
Aberturas maiores (como f/1.8) diminuem a
profundidade de campo. Aberturas menores
(como f/22) aumentam a profundidade de
campo.
Proximidade com o objeto
Quanto mais próximo você estiver do objeto
fotografado, menor será o DOF. Usando a
mesma abertura, uma foto tirada mais de
perto terá um DOF menor do que uma foto
tirada mais afastada.
Veja ao lado dois exemplos de DOFs
diferentes em fotos da vida real:

7. Distância focal
você deve conhecer como “zoom”. a distância focal define o campo de visão de uma lente.
A distância focal é medida em mm
(milímetros) e define o campo de visão
de uma lente. Quanto maior o valor,
mais fechado será o ângulo de visão.
Quanto menor, mais aberto.
Por exemplo: uma lente 10mm tem
um ângulo bem aberto de visão, e é
muito utilizada para fotos de paisagens.
Já uma lente 400mm tem um ângulo
bem fechado, e é usada para fotos de
assuntos que estão bem longe (como
um jogador de futebol ou um leão na
selva.)
Ao lado, você pode ver alguns exemplos
de distâncias focais. O fotógrafo está
sempre à mesma distância do assunto: a
única coisa que muda é a lente.
Lentes podem ser fixas ou zoom:
Lentes fixas
São aquelas que possuem somente uma
distância focal. Por exemplo: a lente 50mm
só tem este ângulo, e se você quiser incluir
ou excluir algo do quadro é preciso dar uns
passos para frente ou para trás!
Lentes zoom
São aquelas que possuem um intervalo de
distâncias focais. Por exemplo: a lente 10-
22mm possui o intervalo de 10mm a 22mm, e
você controla a distância desejada para a foto
girando um anel no corpo da lente.
Tipos de lente

Conclusão
Conclusão: na hora do clique
como decidir quais dessas configurações usar em cada foto?
Ao fotografar, é necessário pensar em cada
configuração de acordo com o objetivo desejado
para a imagem final. Antes de clicar, se pergunte:
1. Será que quero mais ou menos profundidade de
campo? Qual será a abertura adequada para esta
foto? Com base nisso, escolha a abertura a ser
utilizada.
2. Será que quero uma sensação de movimento
ou de congelamento? Com base nisso, escolha o
tempo de exposição.
3. Será que equilibrando os dois itens anteriores
consigo uma exposição correta? Com base nisso,
equilibre a exposição utilizando o ISO.
É possível equilibrar o triângulo da exposição
(abertura, tempo e ISO) em várias combinações
possíveis. A combinação final dependerá do efeito
desejado.
Depois de dominar estes primeiros passos, você
estará pronto para aprender novas técnicas
(como o uso de tripé para longas exposições,
luzes auxiliares e filtros para lentes.)
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